terça-feira, 23 de outubro de 2012

Depoimento



Olá, pessoal.
            Ler é magia pura para mim e desde criança penso assim. Ainda me lembro de pegar 'gibis' e fotonovelas, tudo muito antigo, de parentes que já estavam crescidos, e ler muito. Como ler sem ser alfabetizada?Então, eu dei um jeito, pois observava a sequência e criava histórias correlacionadas às imagens. Depois, na escola, eu devorava o livro didático, até  que meus pais, professores, amigos começarem a me dar livros. Ouro puro para mim, mas não abria mão do Tio Patinhas, depois Monteiro Lobato, Mark Twain, até chegar a Machado de Assis, Dante, Homero. Foi um longo e maravilhoso percurso e eu, como professora de português procuro fazer com meus alunos entendam isso, que ler é prazer, também tem uma parte obrigatória, mas... Enfim, no Ensino Médio, mesmo cumprindo listas de vestibulares, procuro introduzir "Romeu e Julieta”, "Contos de Poe", Calvino, Kafka, dentre outros... ah e mitologia grega, sempre mesmo.
            Com o Ensino Fundamental é uma festa: "Pollianna", o povo do Pica-pau Amarelo, Harry Potter, etc. Não é um caminho fácil, mas para minha grata surpresa, há dois anos, um aluno meu, do oitavo ano, sempre muito calado, me trouxe um livro que ele havia lido e adorado: "A mão esquerda de Deus”. Gostei tanto da narrativa que comprei um exemplar para mim!
            Foi muito marcante essa troca com meu aluno, ele não foi o único, muitas meninas depois trocaram informações e volumes comigo também, mas ele foi o primeiro! Sempre trabalhei em escola pública e é muito gratificante perceber que nossos alunos também são dedicados e leitores vorazes.   Também acho que as editoras perceberam o grande filão que é a literatura infanto-juvenil e confesso, adoro tal literatura! Mesmo encontrando "Crepúsculos” da vida- não gostei dessa série, mas li, porque as meninas amam tal saga, por outro lado, li Harry Potter por obrigação e virei fã de carteirinha, o que comprova que sou meio 'moleca' até hoje- enfim, ler é uma viagem e tanto e não posso me furtar de uma lição: incentivar à leitura é dever de todos, mesmo que não seja do nosso gosto particular!
            E uma experiência que dá muito certo também é escolher livros clássicos -"O gênio do crime', "Os meninos da Rua Paulo” (eu sempre choro com esse, não tem jeito)- e de literaturas como a árabe, por exemplo, ou a africana de língua portuguesa. Descobri recentemente lendas indígenas (do Brasil eu já explorava) norte-americanas. Enfim " vasto, vasto mundo..."

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