Olá, pessoal.
Ler
é magia pura para mim e desde criança penso assim. Ainda me lembro de pegar
'gibis' e fotonovelas, tudo muito antigo, de parentes que já estavam crescidos,
e ler muito. Como ler sem ser alfabetizada?Então, eu dei um jeito, pois
observava a sequência e criava histórias correlacionadas às imagens. Depois, na
escola, eu devorava o livro didático, até que meus pais, professores,
amigos começarem a me dar livros. Ouro puro para mim, mas não abria mão do Tio
Patinhas, depois Monteiro Lobato, Mark Twain, até chegar a Machado de Assis,
Dante, Homero. Foi um longo e maravilhoso percurso e eu, como professora de
português procuro fazer com meus alunos entendam isso, que ler é prazer, também
tem uma parte obrigatória, mas... Enfim, no Ensino Médio, mesmo cumprindo
listas de vestibulares, procuro introduzir "Romeu e Julieta”, "Contos
de Poe", Calvino, Kafka, dentre outros... ah e mitologia grega, sempre
mesmo.
Com
o Ensino Fundamental é uma festa: "Pollianna", o povo do Pica-pau
Amarelo, Harry Potter, etc. Não é um caminho fácil, mas para minha grata
surpresa, há dois anos, um aluno meu, do oitavo ano, sempre muito calado, me
trouxe um livro que ele havia lido e adorado: "A mão esquerda de Deus”.
Gostei tanto da narrativa que comprei um exemplar para mim!
Foi
muito marcante essa troca com meu aluno, ele não foi o único, muitas meninas
depois trocaram informações e volumes comigo também, mas ele foi o primeiro!
Sempre trabalhei em escola pública e é muito gratificante perceber que nossos
alunos também são dedicados e leitores vorazes. Também acho que as
editoras perceberam o grande filão que é a literatura infanto-juvenil e
confesso, adoro tal literatura! Mesmo encontrando "Crepúsculos” da vida-
não gostei dessa série, mas li, porque as meninas amam tal saga, por outro
lado, li Harry Potter por obrigação e virei fã de carteirinha, o que comprova
que sou meio 'moleca' até hoje- enfim, ler é uma viagem e tanto e não posso me
furtar de uma lição: incentivar à leitura é dever de todos, mesmo que não seja
do nosso gosto particular!
E
uma experiência que dá muito certo também é escolher livros clássicos -"O
gênio do crime', "Os meninos da Rua Paulo” (eu sempre choro com esse, não
tem jeito)- e de literaturas como a árabe, por exemplo, ou a africana de língua
portuguesa. Descobri recentemente lendas indígenas (do Brasil eu já explorava)
norte-americanas. Enfim " vasto, vasto mundo..."
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